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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Top 13 - Short Fiction


Inspirado por aquela seção de Revista (Superinteressante? Eu acho.) 5 Luxos e 1 Lixo resolvi fazer meu próprio top, de melhor short fiction: incluindo contos, crônicas e pastiches literários.

Tentei colocar meus favoritos e fugir um pouco dos “lugares comuns” (Não , admito que ainda não li Chekhov nem Guy de Maupssant.) Além disso deixei de fora coisas que realmente queria incluir como Edgar Alan Poe e sua excelente A Milésima Segunda Noite de Sherazade ou
Tolstói com seu conto De Quanta Terra Precisa um Homem? Ou seja excluí muita coisa que gosto. Mas muita coisa que detesto também.

Senhoras e Senhores eu lhes apresento

12 APOSTÓLOS...


1-
Os Escrivães – Dino Buzzati
Perfeito. Simples. O Número Um. Obrigatório para maiores de 60 anos e para todo graduando que já enfrentou ou está enfrentando uma Monografia...

2 – Frontal com Fanta - Jorge Furtado
Se você gostou de “O Homem que Copiava” ou “Ilha das Flores” vai gostar desse conto. Long live Post-Modernism.

3 – A Casa Tomada – Julio Cortazar
Realismo fantástico na veia. Adoro os personagens e a insólita situação problema que eles vivem.
Sempre fiz uma leitura "social" desse conto , mas se eu estiver certo ela é também muito sutil.

4 – Ultimo Viene Il Corvo - Italo Calvino
+ Realismo Fantástico. Dessa vez ambientado durante a Segunda Guerra Mundial. Aprenda a ler italiano ou descole uma tradução.

5 – A Biblioteca de Babel – Jorge Luis Borges
Para aqueles que se consideram leitores fanáticos. Um metáfora do próprio universo.

6- Tlon, Uqbar, Orbis Tertius - Jorge Luis Borges
Para quem gosta de “O Pinky e o Cérebro”. Intelectuais conspiram satânicamente para transportar seu mundo ficcional para o nosso.

7- O Aleph- Jorge Luis Borges
Para aqueles que já quiseram ser oniscientes. Borges contempla o infinito, e se vinga!

8 – Como Viajar com um Salmão - Umberto Eco
Um relato real sobre as diatribes da informática, da globalização e da conserva de alimentos.

9 – Leaf by Niggle – J.R.R Tolkien
Esqueça elfos, anões e hobbits. Na minha opinião essa é a melhor coisa que o “professor” já escreveu.

10 – As Time Goes By – Luís Fernando Veríssimo
A melhor fan fiction de Casablanca. Mas também não conheço muitas...

11 – O Nadador – John Cheever
Quem nunca teve o sonho de atravessar o bairro nadadando de piscina em piscina? Eu nunca.

12 – Como conversar com garotas em festas – Neil Gaiman
Londres. Dois amigos. Era do Punk. Mulheres. Festas. Bebida. E Alienígenas!!! Precisa dizer mais alguma coisa?!

E 1 CRISTO!!!

1 – SIM – Fernando Ferric
Tive acesso a esse conto através de um amigo. Quem entende já percebeu que amo Realismo Fantástico, pitadas de Surrealismo, finais abertos, e mesmo aquela narrativa detetivesca. (toda metida a pulp). Mas ISSO eu considero um exercício ruim. Why? Por que apesar da situação "enigmática "o conto realmente não me diz absolutamente nada.

Perdão ao Ferric por usar de o texto dele de mau exemplo. Mas Jesus também foi injustiçado...

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Muito barulho por nada?


O FAZER CINEMA VS. O FAZER LITERATURA.


Bem vindo novamente, (hipotético leitor) ao GRILO FALANTE.


Andei ocupado esse mês com os sempre extenuantes deveres da vida de professor e resolvendo os dilemas que reserva o meu desconhecido futuro acadêmico – profissional.


Mas não foi só isso.


Nos últimos dias embarquei por puro diletantismo na gravação de FICÇÃO, um curta amador para ser exibido no MOSCA 5. O roteiro e o argumento são de minha parte, a adaptação bastante poética do conto “La Cosa” de Umberto Eco. A produção, se é que se pode produzir um filme de 20R$ e muitos favores) e parte da direção também.


O trabalho de câmera ficou por conta do Marcelo Telles II e o figurino e material de cena e outras contribuições por conta do resto da nerdada. A edição e a dublagem permanecem uma incógnita até segunda ordem.


Enfrentamos vários problemas na gravação, especialmente com a organização (o já clássico aborrecimento da falta de comprometimento) e o cronograma. Ainda acho que a decisão de usar adultos feitos nos papéis principais foi a mais acertada e dá uma “seriedade” maior ao trabalho (mesmo o filme se tratando de uma comédia), mas sempre compromete as coisas pela falta de agenda já esperada para gravação e ensaios.


No fim, estava pensando outro dia, sempre acaba sendo aquela corrreria e muita dor de cabeça, em troca de algo sem dúvida divertido, mas um tanto efêmero.


TAÍ!


Cinema foi um troço que eu nunca quis mexer. Gostar de cinema, ver cinema, ir ao cinema (ou melhor ira ao DVD e a TV á cabo) e escrever e comentar sobre filmes em geral são coisas que adoro. Parte do meu dia-a-dia. Coisas sem as quais eu não conseguiria viver.


Mas se alguém me perguntar se eu já tive o sonho de ser um grande diretor, ou trabalhar nessa área fora de qualquer coisa que não seja roteiro (ou argumento) eu tô fora.


Arte por arte prefiro escrever.


O Cinema apesar de ter maior visibilidade continua sendo um veículo caro, e uma praia que exige muitos contatos e, sobretudo trabalho de equipe (ou um diretor – ator-produtor lunático e obsessivo com mão de ferro). Compensa o esforço? Compensa. Mas somente para aqueles que querem embarcar no hype do audiovisual e que o consideram seriamente a profissão.


Para aqueles como eu monges venenosos, monstros tímidos, Corcundas de Notre-Damme reclusos em suas torres e kitinetes, escrever é um hobby que acaba sendo algo muito mais individual, solitário e prazeroso.
Ainda por cima tem a vantagem de se ser um meio muito mais barato e um universo produtor de significados muitíssimo mais amplo.


Mas meu desapontamento com o fazer da sétima arte talvez não seja uma coisa tão ruim. Como disse Jorge Furtado esse é um tempo que conhece muito diretores, mas poucos autores.


E numa indústria onde o Cinema fica cada vez mais dependente e parasitário da Literatura (estou começando a sentir remorsos pelo roteiro adaptado) talvez essa última acabe sendo um desperdício de tempo um pouco mais nobre.